Tour Gastronómico na Bairrada com Fernando Melo

TOUR GASTRONÓMICO COM FERNANDO MELO

Viagem de 30 de Outubro a 1 de Novembro 2021

Uma experiência diferente,… conheça a região da Bairrada, terra de boa comida. A Bairrada é uma das regiões vinícolas mais reconhecidas do Centro de Portugal. Venha connosco e descubra com o crítico gastronómico Fernando Melo uma região repleta de cor e sabor.

Refeições temáticas e provas comentadas por especialistas.

Os espumantes e vinhos, o leitão, o bacalhau, a carne Marinhoa, os doces regionais, como os ovos-moles de Aveiro e muito mais.

A deslocação será feita no nosso “O-Bus”, um novo serviço que alia o transporte ao entretenimento de forma a que o tempo seja aproveitado da forma mais eficiente, uma solução única de transporte para personalização do serviço de entretenimento (escolha de música preferida, possibilidade de fazer um discurso a bordo e partilha de vídeos).

VIAGENS GASTRONÓMICAS

Existem muitas definições que descrevem o que é um Tour Gastronómico.

Na OSIRIS utilizamos o termo de um modo mais abrangente e definimos como as actividades que proporcionam experiências com comidas e bebidas, apresentadas de tal maneira que valorizam a história, a cultura e o meio ambiente de uma determinada região.

Imersão Total

Uma imersão culinária pelos prazeres da mesa sempre esteve associada a momentos de lazer, e das viagens, porém o conceito de turismo gastronómico evoluiu de tal forma, que hoje abrange atividades para além da mesa.

São atividades turísticas e de entretenimento que além da gastronomia, valorizam a relação entre a comida e a sociedade como um pilar de uma identidade regional e património cultural.

E esta mudança é construtiva, pois cria a possibilidade das pessoas se aproximarem do alimento em níveis diferentes da cadeia de valor e aprender com quem produz. Desta forma é possível ampliar o desenvolvimento económico para diferentes camadas da sociedade e trazer experiências mais pessoais e autênticas para o viajante.

As atividades do Turismo Gastronómico

O turismo gastronómico é muito mais que uma lista de restaurantes, com percepção gourmet requintada. Também não está voltada apenas ao agroturismo. Está relacionado a todas as atividades que utilizam a comida como meio de conexão entre as pessoas, os lugares e o tempo.

Actividades que são consideradas como Turismo Gastronómico:

  • Fazer um tour para experimentar comidas de rua;
  • Degustação de pratos e bebidas locais;
  • Seguir rotas de produtos de determinada região;
  • Comer em restaurantes tradicionais;
  • Compartilhar refeições com pessoas locais;
  • Participar de eventos e festivais gastronómicos;
  • Visitar Feiras e Mercados Locais;
  • Aprender sobre a produção de um alimento, visitando os produtores;
  • Participar de aulas de culinária;
  • Visitar exposições que explicam a história da culinária local;
  • Expedições Gastronómicas com chefs e especialistas.

Informação adicional

Início a 30 Outubro, 2021
Fim a 01 Novembro, 2021
Duração 3 Dias / 2 Noites
Pessoas 14
Disponível 8
Preço desde 746.EUR
Localização BAIRRADA

Itinerário da Viagem

Lisboa / Anadia / Ílhavo
30 de Outubro 2021 (Sábado)
Lisboa / Anadia / Ílhavo

Comparência nos nossos escritórios em Lisboa, e saída pelas 08h00 com destino á Bairrada, a bordo do O-Bus (um autocarro de turismo ultramoderno e que permite o respeito das normas vigentes relativas ao distanciamento social).

Conhecemos partes desta região, mas raramente visitamos a mesa bairradina em todas as suas valências. Vamos embarcar numa viagem única pela região tão variada quanto desconhecida, recheada de experiências e surpresas.

Acompanhamento durante todo o fim-de-semana pelo nosso mentor e critico gastronómico Fernando Melo, e pela nossa guia de turismo Osiris.

A nossa primeira paragem será na Quinta do Encontro para uma imersão ao universo vínico.

Um projeto do arquiteto Pedro Mateus, é em tudo singular e só por si já merece uma visita.

O objectivo foi fazer com que o espaço comunicasse com o mundo do vinho. Por isso, a forma redonda e o material utilizado, a madeira, transporta o nosso imaginário para uma barrica. É admirável o facto de não existem escadas no edifício. Tudo se percorre em espiral até às caves, uma referência ao movimento circular de um saca-rolhas, uma ideia já aplicada no Museu Guggenheim de Nova Iorque, pelo famoso arquitecto Frank Loyd Wright em 1943.

Apesar de o edifício ser recente, foi inaugurado em 2007, a quinta situa-se em São Lourenço do Bairro, onde a produção de vinhos remonta a finais dos anos 1930. Os espumantes aqui produzidos, ou não se estivesse na Bairrada, são o ex-líbris da quinta, que tem já cinco referências (dois brancos, um rosé, um tinto e o especialíssimo Encontro Special Cuvée Extra Bruto).

O almoço será servido no restaurante da quinta, um espaço com janelas a toda a volta, de onde se conseguem ver as serras do Caramulo e do Bussaco, o chef Henrique Ferreira apresenta uma carta à base de sabores tradicionais portugueses e mediterrânicos, com toque de autor.

O próximo destino será Ílhavo, mais especificamente o fabuloso mundo da Vista Alegre, um lugar que inclui um museu, capela, teatro, recinto, hotel e palácio, fábrica e bairro operário. A Capela da Nossa Senhora da Penha de França foi erigida no final do século XVII, por iniciativa do Bispo de Miranda, D. Manuel de Moura Manuel. Além do túmulo do fundador em pedra de Ançã, realce para os azulejos de Gabriel del Barco, os retábulos em mármore e talha dourada e os frescos.

A nossa visita pelo mundo das artes decorativas e da indústria cerâmica no Museu da Vista Alegre, inclui também visita à Oficina de Pintura Manual da Fábrica e à Capela da Nossa Senhora da Penha de França, de finais do século XVII, classificada como Monumento Nacional.

Após a actividade, instalação no Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel.

Ao jantar teremos uma iniciação ao bacalhau, rei da gastronomia local, nas declinações culinárias mais clássicas, executadas ao mais alto nível e com comentários do nosso critico gastronómico, Fernando Melo.

Alojamento no hotel.

Há duas coisas que surpreendem quando se chega perto da Quinta do Encontro: a grande extensão de vinhas que rodeiam o edifício e se estendem até à vizinha Quinta do Campolargo, o que não é frequente na Bairrada, e o magnifico edifício de design onde funciona a adega, restaurante e loja de vinhos.

Ílhavo / Costa Nova / Aveiro / Ílhavo
31 de Outubro 2021 (Domingo)
Ílhavo / Costa Nova / Aveiro / Ílhavo

Após o pequeno almoço saída para visitar o Museu Marítimo de Ílhavo, e conhecer as agruras da pesca do bacalhau nos mares frios do Atlântico Norte. As campanhas duravam seis meses, em jornadas de 20 horas de trabalho. Pescou-se à linha, em pequenos dóris, durante séculos! Observam-se também moliceiros e o mercantel salineiro, coleções de algas, conchas, instrumentos de navegação, pinturas e esculturas.

A visita termina no premiado e ex-libris aquário com 15 bacalhaus da Escócia e Islândia.

O nosso almoço será num espaço que para além da boa gastronomia oferece umas vistas incríveis para o canal de Mira (janelas em toda a altura das paredes) e do céu (parte do tecto da sala é envidraçado), elegendo a madeira como elemento central da decoração. Importa não esquecer que estamos na terra dos palheiros e o próprio exterior do espaço é feito dessas “risquinhas” que dão cor e fama à Costa Nova.

A grande aposta da casa gira à volta do peixe fresco e marisco, estamos em terra de pescadores.

Às mesas irão chegar entradas e pratos de tacho típicos da região.

Da parte da tarde rumamos a Aveiro, famosa pelos seus canais, moliceiros e os seus edifícios “Art Nouveau”, que seduziu a Europa no final do século XIX. O jornal britânico The Guardian publicou, uma lista com as 10 cidades onde a “Art Nouveau” mais brilha. E Aveiro é uma delas.

Outo grande ex-libris da cidade são os Ovos Moles, uma receita que tem por base ovos e açúcar e foi criada há mais de 500 anos pelas freiras da região.

Iremos fazer uma incursão por esta iguaria, conhecer toda a envolvente histórica associada. Ver ao vivo, com muita magia, a forma de fabrico mais tradicional dos Ovos Moles, observar a arte dos doceiros(as), procedendo ao enchimento e corte daqueles doces com desenhos marítimos. Na sequência desta demonstração teremos o prazer de provar estes deliciosos doces, ex-líbris de Aveiro.

À noite seremos contemplados com um menu elaborado pelo chef Luís Lavrador, que já cozinhou para a Selecção Nacional.

Herdou do pai o nome e o gosto pela cozinha e pela sua terra.

Um menu cheio de sabores regionais, em contraste com o ambiente minimal e moderno. Iremos saborear as carnes da região, processadas pelas mãos sábias do chef. Tomamos aqui contacto com um dos novos talentos nacionais, nas suas propostas únicas de autor.

Regresso a ílhavo e alojamento no hotel.

Ílhavo / Águeda / Lisboa
1 de Novembro 2021 (Segunda-feira)
Ílhavo / Águeda / Lisboa

Pequeno-almoço. Em hora a determinar saída para Águeda onde vamos ter uma iniciação memorável ao leitão assado à Bairrada, pelo seu melhor criador e intérprete.

Vamos assistir à preparação dos fornos, acompanhar todo o processo até ao momento de nos sentarmos à mesa, para o almoço perfeito e tradicional da Bairrada, onde não vão faltar a cabidela de leitão, nem as iscas do mesmo. Estamos perante o melhor leitão assado do mundo, e vamos fazer-lhe as honras com bom e genuíno espumante da Bairrada.

Tudo isto com um dos maiores expoentes desta iguaria, Vidal Agostinho, e com o nosso mentor e critico gastronómico Fernando Melo.

Regresso a Lisboa ao fim da tarde, a bordo do O-Bus, com possibilidade de continuar a interagir com o nosso mentor, mais uma oportunidade para tirar dúvidas, pedir dicas e quem sabe…, dar ideias para novas visitas gastronómicas.

FERNADO MELO - Biografia

Licenciado em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico (1988) e crítico de vinhos e comida desde 1995.

É colaborador permanente da revista Vinho Grandes Escolhas (mensal), da revista Evasões (semanal) e dos diários Jornal de Notícias e Diário de Notícias.

Participa regularmente em júris nacionais e internacionais de concursos de vinhos. É co-autor do Guia Restaurantes de Portugal e dedica grande parte do seu tempo à formação graduada e pós-graduada em escolas superiores nacionais, nas áreas de enogastronomia, restauração, história da alimentação e produtos regionais.

REGIÃO DA BAIRRADA

O território da Bairrada está repleto de pontos de interesse histórico e cultural e contempla uma diversidade de paisagens, onde, em poucos quilómetros, o visitante poderá conhecer lugares distintos e singulares.

Os vinhedos, a serra, as termas, a ria e o mar, complementam os encantos das cidades e núcleos rurais em oito dos municípios da Região Centro - Águeda, Anadia, Aveiro, Cantanhede, Coimbra, Mealhada, Oliveira do Bairro e Vagos.

A Bairrada está geograficamente delimitada a sul pelo rio Mondego, a norte pelo rio Vouga, a este pelo Oceano Atlântico e a oeste pelas serras do Buçaco e Caramulo. Tal localização faz desta região um peculiar espaço, com um clima próprio e um terroir especial, onde o barro predomina.

Para complementar uma viagem por esta região é essencial experimentar a sua comida e bebida. Para além do leitão assado, a proximidade da costa e do interior montanhoso fazem com que as especialidades gastronómicas se dividam irmãmente entre a carne e o peixe e marisco. Tudo acompanhado pelos vinhos brancos ou espumantes, famosos na região, cujo clima húmido e fresco e solos argilosos a tornaram numa das regiões vinícolas mais reconhecidas do país.

BAGA BAIRRADA

UMA REGIÃO. UMA CASTA. UM ESPUMANTE!

O projecto Baga Bairrada é uma iniciativa da Comissão Vitivinícola da Bairrada, aberta a todos os produtores da Região.

Estabelece, de forma evidente, um standard colectivo para o espumante "Baga Bairrada", um produto distinto, com regras de produção e identidade gráfica próprias.

Assegura um estilo que possa diferenciar os espumantes Brancos de Uvas Tintas no mercado interno e também perspectivar a sua afirmação no mercado internacional, onde o espumante português por vezes tem dificuldades em afirmar as suas especificidades.

Esta associação pressupõe o posicionamento espumantes "Baga Bairrada" num patamar de valorização especial.

O objetivo deste projecto passa, assim, pela promoção e divulgação, a nível regional, nacional e internacional, do valor natural e patrimonial da casta Baga, típica da região da Bairrada.

A BAGA

DE TODAS AS CASTAS TINTAS PRESENTES NA BAIRRADA A BAGA OCUPA UM LUGAR DE DESTAQUE

Com origem no latim, o nome "Casta" significa "pura; sem mistura".

Ao agregado de características transmitidas pelo solo e pelo clima às videiras, os franceses deram o nome de "terroir" e não podemos falar de castas de videiras sem fazer a sua associação ao terroir.

Conforme o local onde se encontra plantada, uma mesma casta reage de forma diferente, originando diferenças no produto final - o vinho.

Em todo o mundo, existem entre dez a vinte mil castas. No entanto apenas cerca de quinhentas foram isoladas, cultivadas e reproduzidas pelo Homem.

A Baga é a casta tinta predominante da Bairrada, sendo também cultivada em outras Regiões, nomeadamente em Regiões vizinhas. Trata-se de uma casta de elevada produção, com cachos de bagos pequenos e de maturação tardia.

Em solos argilosos e com boa exposição solar, a Baga consegue amadurecer convenientemente e produzir vinhos muito escuros, concentrados de aroma e que podem envelhecer em garrafa durante muitos anos.

OS VINHOS

Os solos mais adequados à vinha são os típicos barros, solos argilosos com maior ou menor teor de calcário, que criam as melhores uvas para vinhos de superior qualidade.

As características ímpares da região ao nível do seu terroir e castas autóctones fizeram dos vinhos Bairrada produtos singulares e únicos no mundo. Vinhos de personalidade forte e sabor genuíno.

A produção de vinhos na Bairrada está documentada desde, pelo menos, o período romano, mas testemunhos mais concretos só surgiram em plena Idade Média.

Foi com a produção de vinho tinto que a Bairrada passou a ser reconhecida como região vinícola por excelência. No entanto, os vinhos brancos têm vindo a assumir ao longo do último século um importante papel, principalmente na produção de espumantes naturais, na qual a Bairrada foi pioneira em Portugal.

A criação de Espumantes aconteceu há 125 anos, pela mão do Eng. Tavares da Silva, nas actuais instalações da Estação Vitivinícola da Bairrada, que "importou" para a Região os preceitos do método Champanhês (método clássico de fermentação em garrafa).

Apesar da sua longa história, o reconhecimento da região da Bairrada como região vitivinícola demarcada tornou-se oficial apenas no ano de 1979.

Os vinhos da Bairrada, ricos e cheios de alma, retratam a terra farta de onde provêm numa variedade surpreendente para uma só região, onde a Baga, variedade que pode originar vinhos base espumante, vinhos rosados e vinhos tintos, assume particular destaque.

OS ESPUMANTES

O primeiro espumante natural da bairrada surgiu em 1890, pelas mãos do Engª Tavares da Silva.

Com base no teor de açúcar adicionado (gramas p/litro) através do licor os vinhos espumantes em Portugal classificam-se da seguinte forma:

  • Bruto Natural ou Dosagem Zero – sem adição de açúcar;
  • Extra-bruto - menos de 6 gramas;
  • Bruto - menos de 12 gramas;
  • Extra-seco - 12 a 17 gramas;
  • Seco - 17 a 32 gramas;
  • Meio-seco - 32 a 50 gramas;
  • Doce - mais de 50 gramas.
QUINTA DO ENCONTRO

QUINTA DO ENCONTRO, UMA PAIXÃO, UM CONCEITO

A Quinta do Encontro nasce do sonho e paixão pelos vinhos, criando uma visão das formas e linhas exteriores e interiores do desenho estrutural de uma barrica que resultou na perfeita harmonia conceptual entre a produção de vinho e a arquitetura moderna.

Ao descobrir o edifício poderá livremente, quase de olhos fechados, percorrer sem barreiras a nossa ciência e arte de produzir vinhos de excelência, e ter uma experiência única sensorial, numa Adega de Design.

As visitas e provas de vinhos, que estimulam os seus sentidos, desde os aromas característicos da produção vínica, à experiência gustativa de sabores inéditos de uma cozinha exuberante.

PROVAS DE VINHOS

O portefólio de vinhos da Quinta do Encontro evidência irreverência, numa abordagem da região da Bairrada diferente e inovadora.

ILHAVO

A cerca de 3 km de Aveiro, encontra-se Ílhavo, antiga Illabum que porventura terá sido fundada pelos Gregos. Tal como Aveiro, localiza-se nas terras baixas banhadas pelos braços da ria que o rio Vouga desenha quando chega ao mar. Esta geografia peculiar condicionou desde tempos recuados a actividade dos seus habitantes, atraindo-os para as fainas da pesca e à longínqua Terra Nova em busca do bacalhau.

A não perder:

Museu Marítimo

Igreja Matriz, datada de 1785 e dedicada a S. Salvador

Fábrica/Museu da Vista Alegre

Muita da terra que hoje se pisa em redor de Ílhavo foi em tempos arrancada aos braços da ria pelo enorme esforço dos ilhavenses. São as "gafanhas", solos extremamente férteis que produzem batata, milho, feijão e hortaliças, raiz do nome de várias das freguesias da região: Gafanha da Nazaré, Gafanha da Encarnação, Gafanha do Carmo.

Por entre os campos férteis das Gafanhas siga na direcção de Vagos, concelho rural conhecido pela produção de leite. Atravesse o braço sul da Ria na direcção da praia da Vagueira. Uma estrada paralela ao mar conduz à Costa Nova. Aqui, deixe-se encantar pelos coloridos palheiros.

MUSEU DE VISTA ALEGRE

Conservar e guardar a memória da produção da porcelana artística da Vista Alegre foi tradição na fábrica, inerente ao prestígio que a marca alcançou ao longo do século XIX. Apesar de, desde o início da sua produção, ter colecionado os melhores exemplares, o primeiro museu organizado data de 1947 e foi instalado no palácio, junto da Capela da Vista Alegre. Em 1964 o museu foi ampliado e aberto ao público, mudando para os edifícios antigos da fábrica, local com espaço para alojar o espólio de peças de porcelana, documentos e desenhos. Estas instalações foram renovadas em 2001.

Entre 2014 e 2016 o Museu Vista Alegre sofreu obras de requalificação, que incluíram a recuperação do património edificado existente e a ampliação dos espaços expositivos, destacando-se a integração de dois antigos fornos da empresa nas áreas de receção do Museu.

O novo museu pretende mostrar a história da fábrica, a evolução estética da produção de porcelana e a sua importância na sociedade portuguesa nos séculos XIX e XX, através de um dos mais completos espólios museológicos do género, que conta com mais de 30.000 peças.

MUSEU MARITIMO DE ILHAVO

fundado a 8 agosto de 1937, alberga uma vasta coleção de objetos relacionados com a pesca à linha do bacalhau e com as fainas agromarítimas da Ria de Aveiro, com destaque para as diversas artes de pesca da laguna. Possui ainda uma vastíssima coleção de arte e também a maior coleção de conchas do país, bem como uma coleção de algas marinhas.

Pertencente à Rede Portuguesa de Museus integra, desde janeiro de 2013, um Aquário de Bacalhaus com capacidade para 120 metros cúbicos de água, e o Centro de Investigação e Empreendedorismo do Mar (CIEMar Ílhavo).

A ultima ampliação e requalificação referente ao ano de 2013, realizada pelo

gabinete de arquitetura ARX Portugal, da dupla de irmãos arquitetos Nuno e José Mateus, destinou-se a acolher o novo Aquário de Bacalhaus e corresponde a uma linguagem estética que sugere dinâmica e encantamento. Projetado em espiral descendente, o Aquário dos Bacalhaus do MMI distingue-se de outros aquários por ser aberto e pela possibilidade de ser avistado em percurso circular, numa crescente proximidade visual com os animais. Os bacalhaus avistam-se, primeiro, a partir de um patamar superior; de seguida, o Aquário é percorrido de forma centrífuga até ao auditório, onde se situa a janela mais ampla para contemplação dos animais.

O BACALHAU

Mais do que o alimento que pode ser cozinhado de mil e uma formas o Bacalhau é, sem dúvida, o mais português de todos sabores. Ílhavo, terra de arrais, marinheiros e capitães, construiu uma grande parte da sua História em torno da “Faina Maior”, a captura do Bacalhau nos gélidos e duros mares da Terranova e da Gronelândia que, durante séculos, moldou, e molda ainda, o caráter heroico dos pescadores ilhavenses.

A Confraria Gastronómica do Bacalhau, tem por missão a defesa, valorização e dinamização da gastronomia regional e, em particular, da confeção do Bacalhau e dos seus derivados, nas suas múltiplas formas, presta homenagem a todos quantos participaram nesta “Faina Maior”.

O bacalhau é apreciado e consumido em todo o mundo, seja na versão seco/salgado ou fresco acrescenta saúde a qualquer prato. É uma opção incrivelmente magra, com um teor de gordura característico abaixo dos 3% e quase sem hidratos de carbono. Na verdade, 96% das calorias de cada porção de bacalhau provêm da proteína.

DELICIOSAMENTE SAUDÁVEL

VITAMINA B12 | Esta classe de compostos e vitaminas importantes é essencial. Eles ajudam o corpo a formar novas células e armazenam glóbulos vermelhos. O bacalhau contém muita vitamina B12 e a falta desta vitamina pode levar a insuficiência sanguínea.

SELÉNIO | Protege o corpo de poluentes ambientais (como metais pesados), contrariando os danos provocados pelos radicais livres.

IODO | O bacalhau é uma boa fonte de iodo, que ajuda a regular o metabolismo do corpo.

PROTEÍNA | Essencial a todos os organismos vivos, a proteína forma e mantém as células do corpo. As proteínas são formadas a partir de muitos aminoácidos diferente, alguns dos quais só obtemos através dos alimentos. O bacalhau é uma excelente fonte de proteína, fornecendo todos os aminoácidos essenciais de que o nosso corpo humano necessita.

OMEGA 3 | O ómega 3 consegue acelerar a circulação sanguínea, aumentar a concentração e até melhor a nossa disposição. Uma porção normal de 150 g de bacalhau fornece a quantidade diária recomendada de ómega 3.

VIATAMINA A | Esta útil vitamina é responsável por uma boa visão e um sistema imunitário forte. É também importante para o crescimento normal, formação óssea, desenvolvimento fetal e saúde reprodutora.

O REI DA GASTRONOMIA DA BAIRRADA

Quando o leitão chega à nossa mesa, trinchado em pedaços pequenos, com a pele tostada e estaladiça, e acompanhado por um vinho espumante bruto natural, a explosão de sabor é única.

No entanto, depois de degustado com prazer, restam duas certezas: esta é uma das mais deliciosas iguarias portuguesas, e viajar até à região da Bairrada é uma óptima forma de conhecer um pouco mais do nosso país e da sua fabulosa gastronomia.

De acordo com Pedro Costa, num artigo que redigiu para o “Diário Regional”, os “cadernos de Refeitório”, um manuscrito conventual” (1743), apresentam uma receita de leitão que é muito semelhante ao da Bairrada.

Não existe uma versão consensual sobre o aparecimento. Entre as histórias que se contam, uma parece relacionar a Casa Bairradina: “É das poucas casas que tem forno dentro da cozinha e, por isso, todos os pratos que nascem na Bairrada têm a ver com o forno”, refere ao Diário das Beiras António Duque, da Confraria Gastronómica do leitão da Bairrada.

OBUS

TRANSPORTE

O-BUS é um novo serviço que alia o transporte ao entretenimento de forma a que o tempo seja aproveitado da forma mais eficiente.

É uma solução única de transporte para personalização do serviço de entretenimento (escolha de música preferida, possibilidade de fazer um discurso a bordo e partilha de vídeos.

O AUTOCARRO

A configuração interna de 45 lugares, maioritariamente em club seats (conjuntos de 4 assentos virados de frente) permite uma maior interação entre os passageiros.

Toda a decoração foi pensada ao detalhe criando um conceito de exclusividade e modernidade.

Consideramos que o OBUS tem uma vantagem adicional como medida de distanciamento.

MONTEBELO VISTA ALEGRE ÍLHAVO HOTEL

O Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel é um símbolo da história, arte e cultura da região Centro de Portugal, aliado ao valor universal do património e história de uma das mais prestigiadas marcas Portuguesas: a Vista Alegre.

Fazendo parte dos Montebelo Hotels & Resorts, com presença em Portugal e Moçambique, este hotel de 5 estrelas está localizado na margem da Ria de Aveiro, a apenas 6.8kms das praias da Costa Nova e do centro de Aveiro e a 50 minutos da cidade do Porto.

O hotel está inserido no projeto de recuperação do espaço fabril da Vista Alegre, englobando o Palácio residência dos fundadores da Vista Alegre, o Palácio dos Pintores, a Capela e o Museu Vista Alegre.

Com uma vista panorâmica sobre a Ria, o seu restaurante Vista Alegre acompanha a decoração e ambientes únicos do Hotel.

O spa, a piscina exterior e um conjunto de espaços únicos tornam a sua estadia ou evento num momento marcante.

SEGURANÇA NO CONTEXTO COVID 19

A Osiris Travel e os seus parceiros cumprem todas as orientações das autoridades de saúde e implementam todas as medidas de higiene e segurança, garantido o compromisso e respeito pela saúde e segurança dos seus clientes no contexto da pandemia Covid-19.

Inclui

O programa inclui:

  • Deslocações em autocarro de turismo “O-Bus” (https://www.o-bus.pt/pt);
  • Acompanhamento pelo Mentor/Critico Gastronómico Fernando Melo;
  • Acompanhamento com guia de turismo;
  • 2 noites de alojamento no Montebelo Vista Alegre Ílhavo Hotel***** ou similar, com pequeno almoço incluído;
  • Regime de Pensão Completa com bebidas incluídas de acordo com o itinerário;
  • Visita guiada à Quinta do Encontro com prova de vinhos;
  • Visita ao Museu da Vista Alegre e à Capela da Nossa Senhora da Penha de França;
  • Visita ao Museu Marítimo de Ílhavo;
  • Incursão aos Ovos Moles de Aveiro;
  • Seguro de viagem;
  • Taxas de turismo, de serviço e IVA.

Não Inclui

O programa não inclui:

  • Despesas de carácter pessoal;
  • Bebidas ás refeições que não estejam incluídas nos menus;
  • Serviço de bagageiros;
  • Gratificações;
  • Outros serviços não mencionados.

Plus OSIRIS

  • 1 bolsa de viagem Osiris;
  • 1 garrafa de água de 0,50.cl por dia no autocarro;
  • 1 flute de espumante servido no “O BUS” para celebrar o inicio e o final da viagem.

Notas Importantes:

  • Programa sujeito a alterações sem aviso prévio:
  • Viagem realizada com um mínimo de 14 participantes.

Outros pacotes turísticos disponíveis para si

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